Mensagens

Dois Realizadores, Uma Tribo e Campos de Soja

Imagem
João Salaviza e Renée Nader Messora foram para o miolo do Brasil, rodaram um filme agora estreado ( Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos ) e montaram exposição ( Carõ: Multidões da Floresta ). Encontrei-me com eles em Guimarães e deu nisto, para a Notícias Magazine .

2017 em discos

Imagem
2017 acaba num lugar muito diferente, para melhor e para pior, daquele em que começou. Resolução para 2018, na verdade já em vigor: ouvir e ler menos para ouvir e ler melhor. Um bom 2018 para tod@s. 1 - Lust for Life - Lana Del Rey 2 - Sweet Sexy Savage - Kehlani 3 - Async - Ryuichi Sakamoto 4 - Accelerate - Serge Beynaud 5 - El Dorado - Shakira 6 - Strength of a Woman - Mary J Blige 7 - War & Leisure - Miguel 8 - I See You - The xx 9 - UKG - t q d 10 - Semper Femina - Laura Marling 11 - Wrangled - Angaleena Presley 12 - GBMV2 - Cardi B 13 - Black Ken - Lil B 14 - Pop 2 - Charli XCX 15 - Our Point of View - Blue Note All-Stars 16 - DAMN. - Kendrick Lamar 17 - Far from Over- Vijay Iyer Sextet 18 - Love in Time of Madness - José James 19 - Orelha Negra - Orelha Negra 20 - Ctrl - SZA

Marés Vivas 2017

Imagem
Este ano voltei a cobrir o Marés Vivas para a Blitz. Aqui estão os textos todos: Seu Jorge Sting Miguel Araújo Expensive Soul Scorpions Lukas Graham Agir Bastille Tom Chaplin Foto de Seu Jorge da autoria de Hugo Sousa.

Astrid S - "Such a Boy"

Imagem

Cortney Tidwell - "Clandestine"

Hudson - "A Hard Rain's A-Gonna Fall"

Imagem

Ovos de dragão

Imagem
Vi Dofus - O Filme e escrevo umas coisas sobre o assunto na Time Out Lisboa de hoje.

Douradinho

Imagem
Na Time Out Porto de Setembro, já nas bancas, lê-se a minha entrevista com Sofia Barbosa, aliás SofiaBBeauty; e uma refinadíssima selecção dos filmes mais hmmmm a estrear em sala ao longo do mês.

Temi Dollface - Beep Beep

Imagem
Play 5/16 > Jazz age.

Lady Leshurr - Where Are You Now? ft. Wiley

Imagem
Play 4/16 > United colours.

Nadia Rose - Skwod

Imagem
Play 3/16 > Irmãs.

HyunA(현아) - '어때? (How's this?)'

Imagem
Play 2/16 > Make some noise.

Tiwa Savage - If I Start To Talk ft. Dr. Sid

Imagem
Play 1/16 > Nigéria.

A sério

Imagem

Axwell /\ Ingrosso

Imagem
Cerveja, EDM e um acento circunflexo A derradeira Where’s the Party? de 2015 abriga-se na Meo Arena e será uma cavalgada de luzes e bpms comandada por Axwell /\ Ingrosso. Conheça o plano pela mão de Jorge Lopes. Esclareça-se logo à partida a questão que, de outra forma, ficaria a corroer a atenção do leitor: aquele símbolo que liga os nomes dos produtores suecos Axwell e Sebastian Ingrosso, espécie de acento circunflexo avantajado, recria (ou então, quem sabe, gerou) a forma que resulta da união de mãos da dupla, lado a lado, os braços esticados, lá em cima no púlpito das máquinas no palco. Em termos iconográficos, o /\ é uma ideia engenhosa ao nível do ovo de Colombo. Axwell e Ingrosso esticarão de novo os braços, lado a lado, sexta-feira na Meo Arena, em mais um capítulo dos eventos Carlsberg Where’s the Party?, exemplares lusos das olímpicas raves de néon que tomaram conta do circuito mainstream global há coisa de uma década. É o terceiro e último Where’s the Party? ...

Coldplay

Imagem
Coldplay A Head Full of Dreams Parlophone/Warner 3/5 Os Coldplay regressam a um caminho mais familiar, depois do relativo mergulho nas profundezas no invernoso Ghost Stories , de 2014. As 11 canções de A Head Full of Dreams voltam à pop-rock fluorescente e grandiloquente de Mylo Xyloto (2011), a que juntam um ligeiro suplemento electrónico dançável que os Stargate, produtores executivos, devem ter introduzido. Eis os U2ismos do tema-título, com coro de estádio e guitarra de Jonny Buckland via The Edge. Mais o middle of the road brando, para piano e caixa de ritmos, de “Everglow”, com Gwyneth Paltrow na área, uma canção-que-já-se-escreveu-vezes-mais-do-que-suficientes-obrigado. E pensar que este capítulo da carreira dos Coldplay havia começado com “Adventure of a Lifetime”, single coceguento à altura de esforços semelhantes e meritórios dos Maroon 5 e Nickleback, outras bandas rock a exercitar músculos disco-funk. Os desvios ao programa prévio têm resultados diverso...

Coisas que definem as coisas

(Via ILX. Em itálico, neilasimpson. No resto, Alex Macpherson. Alex está 200% certo e não, esta discussão não começou hoje, mas convém sublinhar o essencial a intervalos regulares.) the whole axis of let's call it 'avant garde club music' like arca/rabit/lotic/sd laika. even if you're familiar with all the precedents and influences involved (idm, industrial, trance, whatever), it still sounds very 'now' to me because of the way it references and flips the tropes of recent dance music i have no idea how any of these artists are avant garde or "new". and not necessarily because others have done it before, but i don't hear where the freshness is. i think "nowness" is not a specifically definable trait and also shouldn't be confused with "cutting edge" my interest in this topic comes from things like Simon Reynolds' Retromania and Mark Fisher's Ghosts of My life, which discuss the causes and manifestations o...

Heidi

Imagem
Heidi De Alain Gsponer Alemanha/Suíça, 106 minutos, ver listas 2/5   De longe, o problema principal desta adaptação cinematográfica da história da miúda dos Alpes e do avô, escrita por Johanna Spyri e revelada em 1880, é um problema de Portugal. A versão que cá chega é dobrada, opção tola e redutora mesmo quando bem-feita e no universo abstracto da animação. Esta Heidi é de seres humanos, a produção é alemã e suíça, o cenário da narrativa também, o elenco central idem aspas. Mas o que cá se ouve é português de Lisboa, em que Heidi pergunta pelo “chóriço” e Clara, a amiga em cadeira de rodas cuja família abastada de Frankfurt compra Heidi para lhe fazer companhia, terá uma inusitada costela do Parque das Nações. Uma pena, já que por trás do ruído linguístico absurdo está uma obra bem decente; sem choraminguice; com um elenco de miúdos desempoeirados (Anuk Steffen, a protagonista) e veteranos virtuosos (Bruno Ganz, o avô monossilábico de Heidi); servida por uma foto...

Enrique Iglesias

Imagem
Enrique Iglesias Meo Arena No princípio, Enrique era Martinez e não Iglesias. Mas quer ele quisesse, quer não, o cavalheiro agora com 39 anos sempre foi um privilegiado – porque um background da dimensão do pai Julio nunca pode não ser de algum modo útil quando se opta pelas cantigas; porque cedo se habituou a chamar casa a Miami, capital do interface entre a pop latina e a anglo-americana; e porque ele, Enrique, tem um ror de talento. O caminho que vem percorrendo no showbiz tornou-se familiar: início em meados dos anos 1990 focado no público hispânico, o sucesso a transbordar para o resto do planeta já neste século. E tanto no caso de Enrique Iglesias como de parceiros de rota do calibre de Shakira e Pitbull, tem sido mais um caso da cultura popular de costela anglófona se aproximar do mercado latino (e, pormenor crucial, do afro-latino) do que do movimento contrário. É confirmar domingo, na Meo Arena, num serão onde Mickael Carreira brotará para repetir o dueto em “Ba...

Justin Bieber

Imagem
Justin Bieber Purpose Def Jam/Universal 3/5 Justin Bieber está mais choramingão, um problema que afecta demasiados adultos. Por isso, esclareça-se já que os singles previamente conhecidos, e onde esse defeito está sob controlo, são do melhor que se encontra em Purpose : house tropical em “What Do You Mean?” e “Where Are Ü Now?”, um pouco de dancehall em “Sorry”. A que se junta o mergulho pop-EDM, directo e ortodoxo, em “Children”. Três destas quatro canções têm mão de Skrillex, sem o qual este disco aproximar-se-ia do indigesto. A câmara lenta umas vezes resulta, outras não. Nem é uma questão de excesso de introspecção nocturna, antes da textura, que já está batida, e do ensimesmamento de alguns exemplares. Sabia-se que ter Bieber a sós com uma guitarra é pretexto para a lamúria porque já houve um álbum inteiro disso, Believe Acoustic , em 2013, o que prepara o ouvinte para a dolência de “Love Yourself”. “The Feeling” é um refrão à procura de uma canção, a interpre...