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Tensnake - "Coma Cat"

Uma longa viagem que, não sei se por culpa de algum curto circuito na minha cabeça ou se por um efectivo sinal dos tempos, volta a remeter(-me) para as pistas de dança na transição dos anos 1980 para 90. O fantasma do deep house paira sobre este tema, não paira? Mais um certo tom latino? (PS - As melhoras para o gato.)

Castro ft. Asamoah Gyan - "African Girls"

Os surtos de falseto mediados por autotune são assustadores - no bom sentido. Bela aliança sonora afro-jamaicana.

Willow Smith - "Whip My Hair"

Beyoncé e Justin (Bieber): tenham cuidado. Se esta miúda tiver mais obras primas como esta em carteira, e com a voz incrível que o pai e mãe lhe deram, vai ser vê-la a ultrapassar-vos pela esquerda que nem, errr, gente grande.

Carlos Santana ft. Nas - "Back in Black"

Isto tinha baixas probabilidades de bater certo, mas bate. É uma improvável história heróica. Quase que descamba para o funk-rap-rock mas depressa dá a volta. A guitarra de Santana decide, sensatamente, ser outra coisa que não uma unidade de produção industrial de riffs. Há teclados e, sobretudo, um mar luxuriante de percussão por toda a parte - é o melhor desta versão. Até o ex-sr. Kelis, o elo mais fraco disto tudo, faz o que tem a fazer sem mexer com os nervos. Um sucesso.

Benny Ill Vs. J. King - "Kosmic 78"

No futuro, selvas tropicais flutuarão, sem presença humana, pelo cosmos. Com música como esta saindo das árvores e do chão. Dubstep que deve ter escutado os Future Sound of London.

The Bug - "Catch a Fire"

Como se o trip-hop não tivesse morrido mas apenas virado no beco errado, tomado químicos mais danosos e virado um corpo dormente.

Magnetic Man ft. Katy B - "Perfect Stranger"

Magnetic Man - Perfect Stranger (f/ Katy B) (Video) from Adrien Picard on Vimeo . Se é para barafustar contra excessos de autoridade e vídeovigilância, então que se faças isso com híbridos decentes de pop, r&b, dubstep e drum 'n' bass com o este. Vídeo invulgar. Canção saída de um disco que pode vir a ter a sua graça.

Hot City - "Twist"

Espera lá, estamos de regresso a 1991? Com a vantagem de ser um 1991 sem Primal Screams, MBVs, Nirvanas & etc? Será isto house-rap com calções de licra?

Far East Movement - "Like a G6"

Não totalmente da escola de hip-hop hiperfuturista transgénico erigida pelos Black Eyed Peas mas, no mínimo, do quarteirão adjacente. Cereja no topo: o anti-refrão, cuja voz deixa a coluna feita em gelatina explosiva. Francamente hipnotizante.

Griminal - "Supa Dupa"

Em que espécie de planeta pateta é que uma canção destas não pode ser um sucesso?

Devlin ft. Yasmin - "Runaway"

Começa por parecer "She's Leaving Home" devolvida do outro lado do espelho. Depois parece que as implicações da fuga são maiores, mais duras, ainda mais simbólicas (o papel da crise do sistema capitalista nos versos é grande ou nem por isso?). No fim (pelo menos, no fim do vídeo) fica a pensar-se que, na volta, era só uma vontade geral de desabafar. But nevertheless. Ah, e o rapper é excelente.

Le Kid - "We Should Go Home Together"

Abba Abba Hey! Ou: Os Cinco Vão de Férias no Veleiro do Papá do David. Ou: Nenhuma casa é eterna.

Coisas Com as Quais Não Imaginava Concordar Há Apenas Uns Dois Anos Mas que Agora Subscrevo - Parte 1

"The history that music criticism constantly refers back to is both narrow and inaccurate, warped by gender/race/class/lifestyle values that it mostly still doesn’t own up to. I see no value in picking up any of its bullshit received wisdom; pretty much every bad piece of criticism I come across is actually a direct consequence of people buying into that received wisdom, “haphazardly picking up information” second hand and passing it off in order to “pass” as a member of some sort of imagined music crit inner circle. Bullllllshit! I still resent the brief period (about 6-9 months, in my first year of university) during which I attempted to do exactly that, in the misguided notion that I had to cleave to certain opinions and values in order to “present” myself as someone who was permitted to talk and write about music. The very last thing anyone should be doing is allowing themselves to be socialised by the culture of music criticism." (palavras de Alex Macpherson, tiradas d...

Kid Sister - "Big n Bad"

Que bela embrulhada de canção. Avança a passo suspeito filtrado do dubstep; é abençoada por uma voz r&b + hip-hop confiante até mais não; leva alfinetadas de sintetizadores como se viesse do livro de estilo de Will.I.Am; e depois mergulha de cabeça naquele espantoso refrão com sample dos Yazoo. Não há do que não gostar.

Ahu - "To: Love."

To: Love. by Ahu Esta canção tem muitas cores dentro. Se os Junior Boys tivessem 20 anos. A voz passa ao longe mas é clara. O piano contrapõe, nervoso, ainda mais distante.

Kanye West, Jay-Z, Rick Ross, Bon Iver, Nicki Minaj - "Monster"

Bom esforço rapaziada, mas a Nicki Minaj come-vos a todos de cebolada. Limpinho. Sem espinhas. Vós ainda estais na linha de partida e ela já dá a volta de consagração. Eu cá aplaudo. De pé. Puro génio.

Katy B - "Katy on a Mission"

É um hino. É uma canção pop que também é dubstep. É uma canção com Benga e Geeneus por trás. Tudo nela puxa o tapete que vibra sob os pés do ouvinte - mas puxa-o o lentamente. Tão lentamente que uma pessoa tinha tempo para fugir. Tinha tempo para fugir, mas não seria a mesma coisa.

Alesha - "Drummer Boy (Benny Benassi Remix)"

Alesha - Drummer Boy by aleshadixon A cabeça autoproclama-se região autónoma e vai à sua vida, aos círculos. Tão bom como o original, e com a sua própria personalidade. As outras três remisturas também merecem viver.

Bright Light Bright Light - "Love Part II (Pepptalk Mix)"

É notar como o ritmo e os efeitos de estação orbital aplicados nesta remistura se vão intensificando insidiosamente, num percurso de A-Ha meets Enrique Iglesias até ao abandono. Seis minutos bem aproveitados.

Tinchy Stryder - "In My System"

Só mesmo um britânico se lembraria de fazer um hino para noites de Verão que, durante dois terços da sua duração, evoca a desolação de lugares decrépitos, os tempos de glória há muito dissipados. Grime hauntológico? Pode ser, se for só desta vez.