8 de fevereiro de 2011

Odiamos

Publicado na Time Out Porto em Outubro de 2010:


Odiamos

O cheiro das composições do metro
Ponto prévio: é preciso ter batido com a cabeça numa esquina (metafórica ou nem tanto) para que se tenha razões de queixa substanciais em relação ao Metro do Porto. Ainda não chega a todos recantos do distrito? É verdade. Pertence a uma empresa que não faz ideia como se soletra a palavra “lucro”? Seja, mas que se lixe isso quando ao menos presta um serviço público a valer. Tudo seria perfeito, não fosse o cheiro com que a natureza “abençoou” aquelas composições modernas, silenciosas, amplas e cheias de luz natural. Já reparou? É um cheiro de difícil definição, subtil mas enjoativo, igualzinho ao que há muito assola o Alfa Pendular, e tende a fazer misérias ao fígado de quem o detecta. Será dos materiais? Será dos produtos com que limpam aquilo? Graças a deus pelas viagens curtas e pela profusão de estações que obrigam as portas a abrirem-se constantemente, deixando correr o ar. Durante os meses desertos do Verão, até se tem saudade das carruagens atulhadas de gente com diversos graus de familiaridade com a higiene…

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