21 de junho de 2007

Criticar por criticar

No Sónar 2007 (ver reportagem alargada no Expresso do próximo sábado)olhava-se para o programa e, ao contrário do que é da natureza do festival, não se davam muitos motivos para escapar ou acrescentar algo ao plano de concertos-a-ver previamente alinhavado.
Estes foram, por isso, a única (e muito grata) surpresa. Já existem há uma data de anos mas só lhes conhecia o nome. São um contributo precioso a favor de uma União Europeia da Pop mais alargada, onde França, Reino Unido, Alemanha e Escandinávia não sejam as únicas a ultrapassam fronteiras.

(Já agora: as míticas sacolas do Sónar que são dadas a quem está acreditado no festival trazem sempre um punhado de folhetos, revistas, bugigangas de utilidade variável, o ocasional DVD e vários CDs - compilações de nomes novos que aproveitam a boleia de algum mecenas com visão. Verdade que compilações dessas poucas vezes trazem coisas que fixem a atenção. A qualidade tende a ficar entre o esforçado mas ainda anónimo e a indigência, e desconfio que só uma percentagem residual dos que as recebem dar-se-ão à curiosidade de escutá-las. Mas uma das que vinha na sacola deste ano tem uma consistência surpreendente. Título auto-explicativo: Electronic Music from Catalonia. O elenco nada me diz, mas o facto de quase todos parecerem interessados em tentar música digital bem mais expressiva do que aquela idiotice indie a que se chama de IDM é um sinal francamente animador.)

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