27 de abril de 2006

Blitz

Cheguei ao Blitz em Fevereiro de 1995. Saí em Agosto de 2000. Voltei em Novembro ou Dezembro de 2001. Saio em Abril de 2006.

Tive quatro directores no Blitz - Rui Monteiro (1995-2000), Sónia Pereira (2001-2003), Pedro Gonçalves (2003-2005), e Miguel Francisco Cadete (2006). Pelo meio houve um interino.

Fui editor do Blitz entre Junho ou Julho de 2003 e Junho ou Julho de 2004.

Fui do Blitz sempre a partir do Porto. Em parte por gostar de ser do Blitz a partir do Porto, em parte porque os convites para mudar-me para Lisboa não foram financeiramente irrecusáveis.

Olhando para o percurso do Blitz pela óptica de 2006 (em tempo real é muitíssimo mais difícil pensar assim) acho que a grande mudança que o Blitz necessitava devia ter acontecido em 1999/2000. Nessa altura tinha o prestígio, as vendas (em deslize suave, ainda assim abundantes), a publicidade, a influência, os Prémios e mais fidelidade. Tinha outra margem de manobra para escolher entre várias vias de mudança. De, acaso isso fosse preciso, mudar de pele e (re)lançar-se para uma realidade pós-Internet. Tinha tempo q.b. para se consolidar num corpo mais ou menos diferente.

Podia seguir como semanário em papel jornal para todas as minorias esteticamente entusiasmantes, incontornavelmente alerta para tudo o que assomasse o horizonte - provavelmente com menos leitores, mas com leitores mais «militantes», se do jornal saísse uma impressão de cobertura intensiva do que escolhera tratar, e de autoridade crítica e informativa. Salvaguardaria o prestígio e a influência (bens preciosíssimos, fáceis de perder, dificílimos de recuperar), mesmo com prejuízo da sua dimensão e, se calhar, de fatia do mercado publicitário. Compreendo, todavia, que pequenas aventuras assim seriam de escasso interesse para um grande grupo de comunicação social.

Podia fazer uma mutação rumo a um objecto culturalmente abrangente, como Les Inrockuptibles já fizera nessa altura. Em formato revista semanal. Implicaria coragem para o embate da ruptura, investimento grande, mas também espectro de leitores potenciais bem mais alargado. Seria, todavia, uma mudança forçosamente radical, forçosamente assumida por inteiro. Seria também bastante arriscada - Les Inrockuptibles é exemplo único (que eu conheça) e de implantação francófona. E a influência da visão francófona na realidade cultural portuguesa é coisa cada vez mais de outros tempos.

Podia seguir os exemplos de sucesso do universo britânico e americano, sobretudo a partir da década de 1990, e passar a revista mensal generalista, inteligente, sobretudo para um leque etário dos 20 e tal para cima, com dinheiro para gastar, vontade de folhear publicações que falam do que conhece e um mínimo de curiosidade sobre coisas novas. Seria a aposta mais segura e potencialmente interessante para a estrutura empresarial que gere o Blitz.

(Não escondo que coloquei as três hipóteses por ordem decrescente de preferência. Mas que fique claro que não desgosto de nenhuma.)

Foi esta última a via escolhida em 2006. Tem ao leme o Miguel Francisco Cadete, a pessoa certa, convicta, para fazer do Blitz novo uma coisa digna e boa. Desejo-lhe a (muita) sorte e força que necessita. A ele e, é claro, a quem com ele segue nesta aventura nova.

18 comentários:

Beep Beep disse...

Ando há muito para escrever sobre este obituário na Ampola. O tempo é que tem sido curto.

A primeira hipótese também era a minha favorita. Infelizmente vejo o Blitz entre várias paredes inamovíveis.

- O "militante" que já recebe tudo da net, conhece antes pelos sites da net, e só lerá o Blitz se tiver interesse pelos textos. E aqui alguns vão sempre considerá-lo desconhecedor (alguns textos eram, valha a verdade) e muito comercial.

- O "mainstream-alternativo", que gosta dos seus Rufus, Antony, Coldplay, Placebo, Devendra e quem sabe U2. Que enquanto antes precisava do Blitz ANTES de ouvir os discos, agora não precisa, e qualquer crítica a estas bandas é encarada como inveja, falta de profissionalismo, etc. E depois vêm com a história das "críticas objectivas"

- Os fãs de bandas portuguesas, que são como os anteriores, apenas 20 vezes piores e mais coninhas nas suas defesas. Mesmo que o Blitz dissesse bem de 50 artistas portugueses, novos ou velhos, e pusesse 30 na capa, bastava uma crítica menos boa à Mafalda Veiga ou aos UHF para ser logo um jornal que não apoia os músicos portugueses. E esses boatos espalham-se e tornam-se verdade, mesmo para quem nunca o lia.

- Os mainstream, a que o Vítor Rainho quis chegar, e que nunca se interessariam por um jornal de música, onde a análise fosse para além do "É fixe" ou "Sucka". Esses perderam-se com o desaparecimento dos Pregões

Enquanto é possível ignorar alguns destes pormenores em Inglaterra, onde NME, Uncut, Wire, etc, irritam muita gente, mas têm público fiel, num mercado como o nosso, onde "cenas" são uma coisa mais rara e de dimensão sem expressão no mercado, é mais difícil. Para além do mais, os objectivos dos grandes grupos económicos são muitas vezes desfazados da realidade, no que toca ao alcance e interesse para o público mais vasto. Se o nicho é de 10, não vai aumentar para 30. Não se fazem públicos-alvo de quem nunca o poderá ser.

Infelizmente, com apenas 3 pessoas, não antevejo uma Blitz com investigação e textos que compensem ler. Irei sempre folheá-la, e ver que tal está, mas não é certo que a compre. Dependerá de ser surpreendido pela positiva ou não.

Entretanto, e mais uma vez, felicidades. Sabes que aqui terás sempre um fã, apesar do que disseste sobre White Stripes e Aesop Rock!

Spaceboy disse...

É triste ver os melhores jornalistas do Blitz a abandonarem o barco. Boa sorte J.M.L., António Pires, Gonçalo Frota, Luís Guerra e continuem a escrever, seja onde for.

Nuno disse...

estou como os anteriores comentadores: é triste ver-vos sair e pensar que as alternaivas (para o jornal e para as pessoas) podem não ser melhores. com a morte do velho Blitz, é um pouco de nós que morre também.

nunosjorge

Pedro Carvalho disse...

http://gravilha.blogspot.com/2006/04/silenzio.html

l_l disse...

Assino por baixo do spaceboy..é triste!!

My_Little_Bedroom disse...

Mesmo assim...comprarei um número da "Blitz". É estranho: só chamar-lhe "a Blitz", a revista, faz logo comichões cá dentro, daquelas irritantes. Mas gostava de saber para onde vai a força de boa escrita portuguesa do "Blitz". Gostava mesmo muito de ouvir falar de todas essas pessoas no futuro. Enfim, entra um director certo para sair aquilo que me levava a ler "o saudoso Blitz".

Jorge Manuel Lopes disse...

Ao Beep Beep:
O Blitz terá uma redacção de apenas três pessoas (director + 2 redactores) mas, creio eu, uma equipa razoável de colaboradores. Não será feita apenas a 3! Neste aspecto (quadro fixo reduzido, recurso abundante a colaborações externas) aproxima-se da forma de fazer este tipo de publicações no RU e nos EUA. A uma escala portuguesa, porventura, mas numa lógica idêntica.

Ao Beep Beep e a todos os outros:
Obrigado pela atenção e pelas palavras. Não se esqueçam que o Blitz, para todos os efeitos, não morreu. Se têm estima pela memória do semanário, dêem pelo menos uma (ou duas, ou três...) hipótese ao novo Blitz. Quem lá fica ao leme e na redacção merece-o.

j.seabra disse...

a troca do rui monteiro pela sonia pereira foi o golpe fatal, a meu ver.
o nu-metal, tão ao gosto da menina, afastou mais gente do que conquistou... se o objectivo era cativar os mais novos, o tiro saiu ao lado. os mais novos não se interessavam minimamente por um jornal musical (diria mais, não se interessavam por um jornal, ponto final). os mais velhos, os fiéis, os militantes, deixaram de se identificar com os conteudos com esta obvia colagem ao mainstream radical-fashion-teen.
eu, pelo menos, deixei de comprar o Blitz semanalmente como religiosamente fazia desde o inicio dos 90, gostasse ou não da capa que trouxesse...

C. Vilafanha disse...

Fui leitor do Blitz durante muitos, muitos anos. O fim era previsivel, pois ultimamente era um jornal arrogante e prepotente. Foi pena e espero que quando regressarem, rapidamente, sejam mais humildes.
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http://toxicidades.blogspot.com

Jorge Manuel Lopes disse...

Dá, por favor, exemplos concretos do que entendeste por arrogância e prepotência do Blitz «ultimamente».
Diz, por favor, o que entendes por ser uma publicação mais humilde - por exemplo, o que é que o Blitz devia ter feito nesses exemplos concretos em que foi arrogante e prepotente.

C. Vilafanha disse...

Deixei de comprar o Blits há cerca de dois anos. Nessa altura notava-se (podia ser engano meu) que os jornalistas do Blitz eram "fechados", limitavam-se a dizer o que as editoras e patrocinadores queriam. Salvo erro no ano de 2003 no Festival do Sudoeste a organização foi um desastre com troca de horários, de grupos e tudo o que de mau se pudesse imaginar. Na reportagem do Blitz na altura, foram incapazes de apresentar uma única critica à organização. Eram portanto tendenciosos. Muitas vezes na parte dos leitores, quando criticavam, usavam o direito de resposta quase passando "atestados de incompetencia" a quem os lia. Se bem se lembra houve muita gente a criticar isso. Mas como disse já tinha deixado de comprar o Blitz há alguns anos. Quanto ao editorial do último número, fiquei admirado pois não consegui ler nenhuma referência a um possível desinteresse por quem lia o jornal. Tenho pena que o jornal tenha acabado. Tenho 44 anos e lí o Blitz durante mais durante 20 anos. Só que o jornal foi piorando. Espero que a revista venha melhor se bem que, siceramente, não acredito.
Cumprimentos.
.
http://toxicidades.blogspot.com

fabiana disse...

Precisava de uma reforma há muito tempo, é verdade. Vamos lá ver se a revista vai fazer jus ao nome.

miguel disse...

Sou obrigado a concordar com o J. Seabra. A direcção nu-metal encetada pela Sónia Pereira, que, em todo o caso, era eficaz no que fazia, foi um rude golpe para o prestígio do Blitz e alienou grande parte de um público que procurava no jornal algo além de entrevistas com uns Korn sem noção mínimo da cultura do país onde actuavam (duvido que a tenham apurado entretanto).

Em discussões amigáveis, houve mesmo quem me tivesse chamado de paladino do Blitz, tal era a garra e convicção com que defendia os atributos do jornal durante a década que conheceu a formação do meu gosto musical. Não suportava o facto de alguém maldizer o Blitz por uma opinião menos favorável ao artista da sua preferência. Amo os Weezer dos primeiros discos e não me senti minimamente magoado com a sova que mereceu o último disco. Mas chegou o momento em que os destaques do Blitz se tornaram impossíveis de defender, assim que mergulhou numa tripe nostálgica que não dizia muito aos 19-25 e que os além 30 já deviam ter na ponta da lingua. Apercebi-me de que tinha cessado a minha paixão pelo Blitz quando tinha dominadas todas as situações citadas por um especial dedicado ao punk ou aos pink floyd desta ou daquela fase. Não havia novidade alguma naquele centerfold... Daí que me manifestei e vi com satisfação ser publicada uma carta que enviei ao cuidado do Caro Jorge Mourinha. Desde essa semana passei a comprar o jornal com regularidade incerta.

Não vejo arrogância de maior nos últimos anos de Blitz. Pegar nessa perspectiva é uma caça às bruxas.

Desejo as melhores felicidades ao si, JML, Gonçalo Frota e todos os outros. Nomes a que desde sempre apreciei o trabalho e que, inclusive, me serviram de modelo inicial à prática da crítica musical que exerço habitualmente.

Beep Beep disse...

A perspectiva da arrogância, sempre que a vi, tinha uma de 3 formas:

- Discussão em Fóruns, onde diziam "Eh pá, disseram mal destes!", e outro respondia "Foda-se! Ainda a semana passada disseram bem! Deve ser por não ser 'in' para os intelectuais", e a partir daí a discussão crescia até "Era enfiar-lhes um pinheiro no cu". A ideia "Jornalista diferente"="Opinião diferente" será muito difícil de assimilar? E ainda há quem queira que nas opiniões expressas se siga "uma linha". Mas imposta por quem e como, foda-se?

- O simples terem dito mal de uma banda, pior no caso das portuguesas como disse mais acima. Não gostar, quando é um crítico, nunca é um acto natural, como uma pessoa não gostar de uma banda, excepto que este teve que explicar porque não gostava. É sempre falta de conhecimento, inveja, mau profissionalismo, falta de "imparcialidade" (Crítica = Artigo de opinião. Mas alguém pede ao Vasco Pulido Valente ou ao Eduardo Prado Coelho para serem "imparciais" no que escrevem), desrespeito ao artista, que trabalhou muito e agora vem um badameco dizer que o que ele fez não é lá muito bom, etc. O crítico é arrogante. Os fãs que dizem que o crítico não percebe nada, e o músico que se ofende todo, são coitadinhos.

- As respostas à Voz do Povo. Falta dizerem como é que se responde a cartas cujo tom habitual era "Disseram mal dos XXXX. Vocês não percebem nada. Vocês são invejosos. Todos os críticos são músicos frustrados. Façam críticas objectivas. Nunca mais leio a merda do vosso jornal." Dizia-se "Pedimos desculpa por alguém ter dito mal da sua banda. Vamos fazer um texto de contrição e o jornalista será despedido"? Vi isso uma vez numa revista portuguesa de metal. Um gajo disse mal dos Manowar. Crime de lesa-majestade. Os maluquinhos escrevem e o editor aparece a pedir desculpa, e a garantir que das próximas vezes vão escrever pessoas que gostam dos Manowar. Não me lembro se o gajo que escreveu foi afastado. Afinal, como responder e não ser arrogante? E os gajos que escreviam e diziam aquelas coisas, eram o que? Coitadinhos?

miguel disse...

acho que assumir o lugar dos "coitadinhos lesados" não contribui para nada e só frisa a incapacidade para apresentar argumentos que contrariem o que maldiz x artista. para mim, a melhor via da contestação é o DYI. não gosto do que se faz ou do que se escreve por aí, crio um blog e tento à minha maneira remendar o que foi escrito sobre tal músico. se o que se escreve for mesmo verdadeiro e bem defendido, o mais certo é alguém lhe colocar os olhos em cima e balancear essa opinião com uma que chega a muito mais gente através de um meio impresso. percorrer vezes sem conta o mesmo template do "esse jornalista nunca tocou música na vida" ou pegar numa gaffe qualquer para malhar na credibilidade, é o mesmo que pedir a um portugal inteiro que deixe de criticar as opções do scolari porque nunca treinou uma equipa. logicamente impossível, até porque o treinador de bancada é sempre passional nas suas opções e não admite o conselho de ninguém. o pessoal que se ofendeu com o mítico artigo do macdonald sobre smashing pumpkins provavelmente só veio a perceber mais tarde quoão profético era o que foi escrito face ao marasmo teatralista em que mergulhou o billy corgan. deviam ter aceitado logo nessa altura a crítica como direito à opinião e não como um dogma que serve de tabela a tudo o que se lhe sucede.

o bliz nunca pecou pelo método, abordagem ou teor idiossincrático de um qualquer artigo. vacilou apenas por opções editoriais que estagnaram em comparação com locomotivas estrangeiras da critica musical online. pessoalmente, posso afirmar que durante os últimos anos continuei a ler com o mesmo entusiasmo as críticas a discos (destaques houve que foram brilhantes e capazes de fazer reconsiderar a facção anti-blitz), mas fui deixando aos poucos de perder tempo com as retrospectivas e artigos down the memory lane (ainda assim, gostei do apanhado de funkadelic já na recta final). o derradeiro choque - de que nunca recuperaria - terá sido mesmo ver o robbie williams na capa e pensar no número de entertainers actuais que podiam estar no lugar dele. quando a fachada do blitz e da super-pop se torna confundível nas bancas de uma tabacaria, então não há identidade que resista e o imenso respeito que acumula uma instituição como blitz suportaria apenas uma quantidade exacta de punhais pop-plásticos até derramar o sangue que acabou por verter.

ainda assim, vou comprar o número de junho como se fosse o primeiro de uma nova vida. sem preconceitos.

Miguel disse...

Acho que é pena esta "transsexualização" de jornal para revista não ter acontecido há uns quatro anos atrás. Pelo menos antes do surgimento da revista Blitz espanhola (sobre arte contemporânea). Nestas circunstâncias o nome perde alguma frescura, a meu ver.

Miguel A. disse...

O comentário anterior é certeiro e inteligente. Vem assinado por Miguel, mas não fui eu. A mudança de sexo devia ter ocorrido quando o Blitz ainda dispunha de margem de manobra para operar essa mutação e transportar o público com ela. Tenho esperança de que a Blitz venha a recuperar o seu público e pertinência actual, mas vai ser difícil, atendendo a que muita gente entretanto se afeiçoou a outras publicações.

Jorge Manuel Lopes disse...

Ao C.Vilafanha:
Há 2 anos o jornal podia n reflectir como devia tudo o q de entusiasmante acontecia no mundo (dos sons), mas nunca, nunca, se guiaram no q escreviam pelo q as editoras e patrocinadores queriam. Afirmo-o de caras porque fui editor do Blitz em parte importante desse período.

Fazer 1 reportagem eventualmente incompleta n é o mesmo q ser tendencioso. (Há a questão de, por vezes, poder ser-se excessivamente cauteloso. O q pode ser, realmente, 1 problema.)

Os «atestados de incompetência» passados a várias cartas de vários leitores foram inteiramente merecidos. As cartas em questão n pediam outra coisa. Discordo em absoluto da ideologia do «cliente tem sempre razão». N, n tem. O «problema» da Voz do Povo em 2003 e 2004 é q deu o + alargado espaço de sempre na história do Blitz (Pregões à parte) às missivas dos leitores. Infelizmente, 1 grande maioria dos q optavam por nos escrever limitavam-se a despejar amuos e a indigência mental das teorias conspirativas. É claro q as cartas pediam respostas de quem trabalhava no Blitz. É claro q, em diversos casos, as respostas n podiam ser simpáticas, i.e. n podiam ser 1 vergar da espinha e dizer amen a «clientes» burgessos. Tem a ver com dignidade profissional, honestidade intelectual, that sort of thing.
(por outras palavras, o q o beep beep escreveu... :-))

Ao Miguel:
Sim, é +/- isso. Com a diferença q n vejo como «punhais pop-plásticos» (hey, boa expressão!) possa ser depreciativo. :-)) E q seria interessante q muito + gente tivesse em conta q foi durante o supostamente tenebroso e ditatorialmente nu-metal consulado da Sónia Pereira q publiquei 1 entrevista de 4 (quatro) páginas com o Simon Reynolds, e entrevistas muito generosas com o dj/rupture, Kevin Blechdom, Position Normal, e outras excentricidades q só teriam visibilifdade remotamente comparável na imprensa nacional anos + tarde, quando começaram a actuar em Portugal. O consulado da Sónia teve aspectos desagradáveis e injustos (sobretudo, a dispensa dos serviços do Luís Guerra e do Mário Lopes), mas acho q ela fez 1 trabalho no Blitz q merecia apreciação + positiva do q o lugar-comum do ataque nu-metal (e o próprio nu-metal teve várias coisas entusiasmantes q, espero eu, hão-de ser devidamente reapreciadas quando chegar a sua hora de revivalismo; but that's another cup of tea).